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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

MODA: Hoje tem "Confraria da Condessa" no Peppo Cucina

Hoje (09/12) tem o encontro lançamento da "Confraria da Condessa", no Restaurante Peppo Cucina, que reunirá cerca de 30 mulheres da alta sociedade porto-alegrense e mulheres formadoras de opinião. Este será o primeiro encontro dessa confraria que voltará com programação mensal a partir de março de 2011. Os encontros serão voltados a debater o universo feminino: questões de estilo, imagem, sensualidade, comportamento, auto-estima. As participantes serão convidadas e não será cobrada participação em espécie. A cada edição do evento, que terá caráter beneficente, escolheremos uma entidade e um produto para doação. Para a edição de dezembro, estamos solicitando que as confrades levem brinquedos, que serão doados. As organizadoras do evento são Andrea Cavalcanti e Milene Bordini. A ideia da Confraria da Condessa surgiu a partir da necessidade de levar às mulheres a sua auto-descoberta, a busca da auto-estima, da satisfação e realização. A Confraria conta, nessa primerira edição, com o apoio do Peppo Cucina, Porto a Porter, Claffé Acessórios, Schirmer Ferlauto Comunicação, Tânia Bian, Revista Eléve, Nominata, Hair Club e Moleco.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

COMPORTAMENTO: Terapeuta Ariane Severo explica por que a vida a dois é tão complexa...

No consultório, todos os dias, a função da psicóloga Ariane Severo é ajudar casais com problemas a superar suas crises, inseguranças e medos. É dessa experiência que nasceu a ideia de escrever um livro que falasse a todos os públicos sobre a complexidade do casamento, do namoro, enfim, dos prazeres e agruras que é viver a dois. E assim nasceu Encontros & Desencontros: a complexidade da vida a dois, que já está sendo vendido em todo o país pela editora Casa do Psicólogo. Na publicação, um diagnóstico do amor contemporâneo é feito. — A ideia é dar atenção especial e discutir a importância do reconhecimento das diferenças e à complexidade da vida a dois — destaca. Bem-estar conversou com a terapeuta, que trabalha com casais desde 1998, e atualmente está no Instituto Contemporâneo de Psicanálise, de Porto Alegre. Abaixo, a especialista fala um pouco sobre os assuntos que estarão no livro e que interessam em muito para quem busca uma vida a dois mais feliz e plena. Confira a íntegra da entrevista:
* Os relacionamentos modernos estão fadados a não serem mais eternos?
Ariane Severo -
Gostaríamos que fosse menos complexo viver a dois, que houvesse fórmulas e resoluções simples. A vida a dois, é inevitavelmente, cheia de encontros e desencontros, perturbando nosso ideal do que seria uma boa relação. O casal necessita desconstruir constantemente o casamento que tinha para poder criar a possibilidade de estarem juntos. O casamento que sobrevive à desconstrução pode ser reinventado eternamente. Do contrário, que sejam eternos enquanto durem.
* Quais os segredos para um relacionamento feliz?
Ariane -
Não há receitas. Viver a dois é uma construção contínua, uma obra acabada-incacabada. Mas buscar a aceitação da autonomia do desejo do outro em cada encontro. A compreensão de que o amor há de ser considerado como um trabalho a realizar-se não só pelo encontro, senão, precisamente pelo que produzem a partir do desencontro, ajuda.
* Muitas pessoas se sentem culpadas dentro de relacionamentos frustrados. Porque a culpa muitas vezes faz parte da relação do casal?
Ariane -
Penso que um dos motivos é a idéia que temos do que deveria ser uma boa relação, a idéia de cara-metade, a outra metade da laranja. Uma idéia de complementaridade. "Conviver com o outro, construir família, configuram o elenco das obrigações sagradas."
* Casais homoafetivos enfrentam os mesmos dilemas que os heterossexuais? A questão do preconceito, influencia no relacionamento?
Ariane - Eles enfrentam os mesmos problemas. Viver a dois é imprevisível, turbulento, fragmentado, descontínuo e provoca rupturas diárias. O outro, por sua simples presença, produz um deslocamento. Também existem dificuldades específicas de cada par, de cada família, de cada cultura. A construção do casal é sempre complexa. Alguns casais precisam enfrentar a diferença de cor, de idade, de nível cultural ou econômico, religião, e outros o fato de serem homossexuais. Não considero a diferença sexual como patologia. Um casal heterossexual pode ter um funcionamento perverso.
* Apesar do apelo à individualidade e ao sucesso profissional, que exige tempo livre e poucos vínculos e problemas pessoais, as pessoas continuam procurando um parceiro. Por que isso é tão importante, por que não gostamos de ficar sozinhos?
Ariane - Por necessidades narcísicas e pela nossa condição inicial de desamparo, nos construímos na relação com o outro, na intersubjetividade. Precisamos de um outro que nos afirme continuamente. A própria identidade sexual se define e se sustenta no encontro com o outro. A presença é necessária, e sua imposição questiona nossas ações, pensamentos e nos coloca em uma nova subjetividade. "Vida solitária só se consente aos deuses e animais".

Fonte:
http://www.clicrbs.com.br/especial/rs/bem-estar

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

COMPORTAMENTO: Pesquisa revela que homens porto-alegrenses participam mais da criação dos filhos e da rotina doméstica

Perfil traçado pela empresa Rohde&Carvalho aponta que 75,5% dos pais porto-alegrenses participam ativamente da vida de seus filhos. Foram ouvidas pela pesquisa, realizada no mês de julho, 400 homens e mulheres com idades variando de 18 a mais de 65 anos. Dos pais entrevistados, a maioria teve sua experiência inicial com a paternidade durante os primeiros anos da vida adulta: 69,1% tiveram filhos entre os 21 e 30 de idade. A média de pais precoces também é significativa: 20,9% foi pai antes dos 20 anos. Em terceiro, com índice de 10%, estão os que tiveram seu primeiro filho após os 30. O tradicional passeio no parque com as crianças figura em primeiro lugar entre as atividades de lazer prediletas (58,8%). Ir ao cinema também é um dos programas favoritos: 24,7% relataram levarem os filhos para conferir os lançamentos da telona. No relacionamento com os filhos, 85,5% dizem expor regras e limites; 84,6% fazem qualquer sacrifício para colocá-los em uma boa escola e 77,3% sentem que houve uma sensível perda de respeito em comparação às gerações anteriores. Dos pais ouvidos, 64,6% procuram cuidar da aparência para parecerem mais jovens e modernos; 55,5% conversam com os filhos sobre sexo; 51,8% sobre o orçamento familiar e 43,6% sobre política. No entanto, 50,9% admitem ter pouco tempo para dedicar aos filhos; 39,1% acreditam que a escola é responsável por ensinar limites e 7,3% acham que a responsabilidade pela educação é papel da mãe. O levantamento também aponta que o porto-alegrense participa ainda mais da rotina doméstica - os índices são maiores entre os homens casados. Dos solteiros ouvidos, 59,9% costumam ir ao supermercado, contra 84% dos casados. Em relação às tarefas rotineiras de uma casa, os índices entre solteiros e casados são semelhantes: 53,2% e 54,3% respectivamente. Na cozinha, 55,6% dos casados pilotam bem o fogão, contra 43% dos solteiros. Dos homens que metem a mão na massa quando o assunto é casa, 60% fazem consertos domésticos, 46% arrumam as camas, 31% limpam, 20% lavam o carro e 17% passam a roupa. Já das mulheres ouvidas, 75% afirmam fazer alguma tarefa doméstica diariamente, mas poucas ainda se dedicam às chamadas "prendas do lar". "Os homens gaúchos estão em transformação", constata a psicóloga e diretora da Rohde&Carvalho, Suzana Carvalho. "Eles estão deixando de lado preconceitos e mostrando-se mais conciliadores, assumindo tarefas e interesses outrora femininos. Entre estes interesses, ter cuidados com a beleza, com o corpo, com o vestir-se". Outra revelação é que eles estão mais atentos à família. As tarefas do lar passam a fazer parte também do universo masculino. "Ao que parece, o machão gaúcho deu lugar a um homem mais flexível e em sintonia com as novas demandas da vida moderna", define Suzana.